sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pausa

Com licença, vou fechar a porta.
Acender umas velas aromáticas e tomar um longo e delicioso banho.
Eu preciso daquilo que os poetas chamam de solidão, de quando a alma cala e tudo ao redor perde o sentido.
Hoje nem a mais intensa canção do Oswaldo (Montenegro) me consola, nem ela me faz sorrir.
Li Martha Medeiros e a vida fez um pouco menos de sentido, mas deveria ter sido o contrário.
A lembrança meiga do olhar de minha cadela me atiça o canto dos lábios, aí vem um sorriso. Não, ele se foi antes mesmo de chegar.
Um dia que "não rendeu", este dia é hoje! E olha que fiz deliciosas guloseimas e venci a briga com as louças sujas da pia, mas o dia acabou rápido demais, sem nada de significativo para contabilizar.
Preciso ir à academia, há semanas o médico recomendou. A coluna dá sinais de maus tratos, mas depois de um dia como hoje, quem quer saber de exercício?
Estou certa que minha coluna compreenderá, mais do que isso, ela, como eu, é sabida e preguiçosa, vai preferir se jogar no colchão macio depois daquele longo e delicioso banho.
Então, com licença, estou logo ali enrugando os dedos!

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